PROCEDIMENTO DE INSPEÇÃO
As inspeções devem ser feitas a cada 3 ou no máximo 10 anos em todos os postes por inspetores de linha qualificados. Este procedimento envolve:
Fazer a inspeção visual do poste e das ferragens para detecção de defeitos.
Escavar ao redor da base do poste e analisar o estado da madeira, raspando-a e observando o som emitido com o bater do martelo ou outro instrumento, para avaliação da extensão do apodrecimento ou do ataque de cupins.
Se necessário, a faixa Polesaver deve ser fixada ao redor do poste bem abaixo da linha do solo para tratar o poste contra apodrecimento externo ou os bastonetes Polesaver devem ser inseridos na madeira para o tratamento de apodrecimento interno.
INSPEÇÃO DOS POSTES
O objetivo principal da inspeção é analisar de forma precisa e consistente o estado da madeira do poste.
Para desempenhar esta tarefa o inspetor não precisa necessariamente ter conhecimentos de eletricidade, mas terá que desenvolver um bom sentido de interpretação baseado nos dados disponíveis. Existem muitos aparatos que foram desenvolvidos para auxiliá-lo nesta análise, embora o discernimento do inspetor continue sendo o fator principal deste processo.
Dizer que o apodrecimento externo é fácil de ser detectado pode parecer óbvio, mas este nem sempre é o caso. O apodrecimento externo pode muitas vezes vir disfarçado por uma pequena camada de auburno tratado. O método mais eficiente para se detectar a podridão externa é testando energicamente a madeira com o uso de um instrumento pontiagudo. É extremamente importante se quantificar a extensão da podridão externa, pois a maior parte da resistência do poste se localiza na sua circunferência externa. A maior incidência de falhas dos postes está relacionada com alguma forma de apodrecimento externo.
A avaliação interna requer normalmente alguma forma de perfuração. Fatores tais como o cheiro, a cor e a textura do material recolhido com a perfuração e a ´mordida´ da broca são elementos importantes para o diagnóstico. A madeira descolorida e com fibras sem resistência deve ser diagnosticada como em processo de apodrecimento, não contribuindo para a resistência do poste.
Um bom inspetor deve considerar o poste como uma unidade completa e não cair na armadilha de simplesmente cumprir uma série de tarefas individuais. Na medida em que cada tarefa da inspeção é finalizada, o inspetor vai formando um quadro mental da condição do poste, o qual é finalizado com a última tarefa do processo. Ao completar a inspeção, o inspetor deve decidir se a madeira sadia que ainda resta no poste é capaz de suportar a carga nele instalada.
É muito importante a seqüência na qual cada tarefa individual é executada. Independentemente de qual for o processo a ser aplicado, as etapas são interligadas e podem induzir a erros se não forem cumpridas numa seqüência lógica. Por exemplo, a escuta do som produzido mecanicamente ou por um martelo vai indicar de modo geral a presença de cavidades internas e conseqüentemente influenciar na definição dos pontos a serem perfurados para as análises internas.
Foi observado que a maioria das empresas de eletricidade desenvolveu procedimentos próprios de inspeção. Embora em alguns detalhes eles possam se diferenciar, de modo geral o procedimento é o mesmo. As empresas podem dar mais atenção a um aspecto particular da inspeção caso alguns problemas locais, tais como o meio ambiente, afetem mais alguns tipos de postes. A classificação dos postes segundo a gravidade do apodrecimento se mostrou muito útil tanto para priorizar as substituições quanto para a programação de inspeções em períodos mais curtos para os postes em condições mais críticas.
A função da inspeção não deveria ser limitada a madeira do poste ao nível do solo. Frequentemente a inspeção visual de outros equipamentos instalados sobre o poste e a coleta de dados podem ser incorporadas ao processo. Esta responsabilidade adicional vai exigir do inspetor alguns conhecimentos básicos de distribuição de eletricidade e também possivelmente de computação.
Algumas vezes os procedimentos podem se tornar monótonos e os inspetores podem cair na rotina de executar as tarefas sem raciocinar e analisar completamente. Auditorias regulares para confirmar se todas as etapas relevantes foram cumpridas e a avaliação finalizada logicamente são extremamente importantes e diretamente relacionadas com a qualidade da inspeção.
A Preschem acumulou muito conhecimento e experiência no desenvolvimento e manutenção de procedimentos de inspeção e de tratamentos assim como o desenvolvimento e implementação de programas de auditoria. Podemos oferecer aos nossos clientes várias opções baseadas na nossa vasta experiência neste setor, podendo também auxiliar na preparação da documentação necessária.
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